sábado, 12 de maio de 2012

(...)


Mesmo que faltasse o ar, sumissem as palavras ou eu perdesse um ou outro compromisso, por você eu corria. E te ouvia dizer que apenas estava em dúvida sobre a roupa que deveria colocar, mas até as tuas dúvidas mais banais me soavam como uma grande e preocupante teoria. Você era a preocupação. O que estou falando? Você ainda é a preocupação. Ainda. Amor é longínquo, duradouro, quiçá eterno. Preocupação também. Venha aqui, deixa que eu ajeito a roupa, o presente, a agenda e a vida. Deixa que eu te ajeito, meu bem, ainda que eu mesma seja toda sem jeito.

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