domingo, 3 de junho de 2012


O dia havia começado. Ela acordara mas a preguiça impedia que se levantasse. Estava acordada, e enrolava na cama o máximo que podia. Seu relógio marcava 8:35h e ela se assustou ao pensar que ainda fossem 7:00h. Estranhou quando se virou, e quando retornou a olhar o relógio ele ainda marcava 8:15. “Ora, devo estar ficando louca. Esta já é a segunda vez que isso me acontece. De qualquer forma e pelo menos não é tão tarde.” Com estes pensamentos, ela aguarda mais uns 10 minutos e decide finalmente se levantar. 
O dia já começa com uma fraca dor de cabeça mas que a incomodava bastante. Logo, tinha que tomar um gole de café e ir arrumar a casa. Alguns amigos de seus pais iriam na sua residência no dia seguinte e sua mãe estava correndo para deixar tudo em ordem. 
Logo, a menina decide ajudar sua mãe. Começa lavando o banheiro da casa, e logo em seguida, arrumando a porta que estava com problemas para fechar. Após o almoço ela lava a louça e logo em seguida seu pai sai para trabalhar. Pouco menos de uma hora sua mãe e sua irmã também começam a se arrumar para uma saída com suas amigas. 
Todos finalmente vão aos seus destinos, e ela, permanece em sua residência. Decide tentar voltar a estudar, mas algo a impede. Seus pensamentos voam e ela sabia aonde ia chegar; no mesmo morro a que sempre chegava quando decidia dar asas aos seus pensamentos, e de fato chegou. Chegou mas ela logo ela tratou de mandar que seus pensamentos voassem para outros morros. Ela não conseguia. Enfim, decidiu sentar-se em seu chão. Ao pé de sua cama em cima de seu tapete tamanho pequeno. Colocara uma música que lhe agradasse. Não encontrava. Nenhuma música a fazia sentir-se bem. Estava farta das músicas que tinha, estava farta das dores de cabeça que insistiam em vir a cada dia que se passava. Havia cansado de tomar remédios para suas dores. 
Ao lado de sua cama, em cima de sua escrivaninha estava lá, sua caixa de analgésico. As dores de cabeça iam e vinham, deixando-a sem saber se tomava uns comprimidos ou se esperava passar por si só. 
Estava em cima de sua cama o livro de economia que começara a ler para estudar para a prova que vinha. Estava até gostando dos fundamentos econômicos. Tanto faz. Ela estava um tanto quanto cansada. Queria voltar aos estudos e assim parar de pensar bobagens, qualquer que fossem essas bobagens. Ela queria se concentrar, mas haviam algumas coisas que ela ainda precisava fazer que a deixava perturbada. Tinha que cortar seus cabelos, tinha que arrumar suas unhas, tinha que comprar os presentes dos amigos secretos dos quais estava participando, precisava arrumar a casa novamente, ó céus. Precisava disso, precisava daquilo, tinha que fazer isto, fazer aquilo. Ela não queria nada. Cansara de se preocupar com tudo, com nada. Queria viver como algumas pessoas, que deixam a vida levar sem se preocupar com cada passo que a vida da. 
Sentia-se quente. Estaria febril ? Provavelmente não. Não estava com frio. Mas aquela pele quente a incomodava. Tudo a incomodava de alguma forma. Ela havia se afastado, mas prometera a si mesma que voltaria. Não sabia ao certo quando, mas voltaria. Talvez estivesse farta da saudade que sentia. Talvez fosse isso. Talvez aquilo estivesse acabando com ela como um copo se enche de água: aos poucos, gota por gota.
Talvez quisesse desesperadamente as férias de verão que se aproximava aos poucos, para que pudesse parar de se estressar com qualquer coisa. Ela só estava a espera, mas sabia que apenas ficar na espera não era o suficiente, e que era necessário que ela fizesse algo realmente. E ela faria. Em breve faria. 

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