Às vezes, eu gostaria de largar tudo. Deixar de sentir, fingir que não me importa, deixar de acreditar, deixar de esperar por aquilo que nunca vai vir um dia de ti. Às vezes, eu gostaria de esquecer tudo, de fingir que nada aconteceu, sumir e fazer você acreditar que nunca me conheceu por consequência da minha ausência. Queria às vezes, ir embora, com a intenção de lhe deixar saudades.
Mas aí eu me lembro. Me lembro de todas as vezes que me fez sorrir quando eu não tinha sequer um risco de vontade. Me lembro de coisas que vivemos. Me lembro de suas broncas, é eu me lembro de nossas brigas e de como foi até voltarmos ao normal. Me lembro do seu sorriso e do seu abraço. Me lembro de como me segurou quando chorei. Me lembro das bagunças que fizemos e das situações por que passamos. Me lembro de como dói te ter tão longe. Me lembro de como é estranho quando você não aparece, e de como dói uma saudade. Me lembro de como minha vida seria tão diferente se você não tivesse entrado nela. Me lembro de como me sinto bem com você, mesmo que troquemos duas ou três palavras apenas, mas pelo menos, sei como está. Me lembro de como é incomodo quando lhe pareço indiferente e de como me sinto feliz quando diz que sentiu minha falta ou de que eu o fazia sorrir. E dentre tantas outras lembranças, me lembro de que o havia prometido estar sempre ao seu lado, em qualquer que fosse a situação. Lembro-me de como lhe prometi minha amizade, meu ombro e meu abraço em qualquer momento, e de como eu havia prometido nunca abandoná-lo e de que, se por algum acaso, você viesse a cansar-se, de que não seria eu quem me afastaria, mas de você se afastaria por si só. E é ai que eu lhe deixei a ideia de que se não precisasse mais de mim, que você fosse embora, sem levar parte de mim consigo.
Mas chegou um dia, que percebi que altruísmo não seria a jogada certa. De que se você não precisasse mais de mim, provavelmente eu ainda estaria precisando de ti, e tendo consciência disso, lhe pedi para ficar. Pra sempre, que ficasse. Que não me abandonasse também. Chegou o dia em que entendi que, pensava no seu bem, mas não me lembrava de que o meu próprio bem, era que você estivesse sempre por perto.
Aí me lembro. Me lembro de que me prometera um dia, nunca me abandonar. Independente da situação, do que acontecesse, de que nunca me abandonaria. Me lembro de que, eu lhe fizera prometer, e de que o fizera. Me lembro que me disse uma vez, que abominava mentiras, portanto, concluí que não estaria mentindo para mim e de que seria cumpridor de sua promessa. Vais cumprir. Não vai?
Nenhum comentário:
Postar um comentário