domingo, 3 de junho de 2012

Ás vezes, bate uma vontade desesperada de chorar. Chorar de novo, chorar mais uma vez. Talvez seja por conta de todas as vezes que evitei derramar as salgadas lágrimas de meus olhos. Talvez estivesse se acumulando novamente. E ai chega uma hora que a garganta trava, a cabeça gira e o coração é derrubado mais uma vez. É largado sem querer ou sem querer esbarram nele e ele sente o palpitar doer. A voz enrosca, não sai. Os olhos; bem, os olhos vislumbram uma direção ao longe, enchem-se e ao fechar os olhos, gota por gota começa a derramar sobre a face ainda seca. Segundos mais tarde os bochechas vermelhas encontram-se molhadas. As mãos tentam, sem sucesso, secar a face. Desiste. Deixa então, que chore até esvaziar. Até não restarem mais gotas a cair. Uma hora acaba. As lágrimas secam. Os olhos, incham, mas a mente alivia. O coração ainda palpita com dificuldade de não doer, mas uma etapa já passou. Já chorou. Chorou tudo o que tinha que chorar. Dali pra frente, é respirar fundo colocar os pés no chão. Cravá-los se for possível, cravar os pés ao chão. Aceitar as mudanças, entender o que mudou. Deixar de esperar utopias. Contos de fadas, já não existem mais no meu mundo real. Mas ainda há um sonho, um simples sonho que nada nem ninguém seria capaz de destruir. Sonho este, que simplesmente é ser feliz. Feliz de verdade, feliz na realidade. Chega moça. Já chega de lamentar, de procurar sentimento onde não há. Já chega moça. Agora é tentar viver, e não apenas, sobreviver.

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